Senhoras e Senhores, com voces, o Mágico !!!!

Tirar um coelho da cartola, fazer aparecer uma pomba, descobrir uma carta no baralho, tirar moedas de trás da orelha, serrar uma pessoa ao meio, fazer bolinhas aparecerem dentro da mão fechada. Tudo isso o mágico faz para entreter, divertir e iludir a platéia.


A arte de iludir já foi chamada de escapismo e cria ilusões que surpreendem, escapam à lógica e enganam os nossos sentidos, em geral a nossa visão. Por isso se diz que as mãos de um mágico devem ser mais rápidas que os olhos de quem está assistindo seu número.

No dia 31 de janeiro é comemorado o Dia do Mágico. A data é a da morte de São João Bosco, que, segundo a história, também era mágico - e foi escolhido para ser o padroeiro desses profissionais.

O pai da mágica no Brasil é João Peixoto dos Santos, um mineiro da cidade de Formiga. Ele aprendeu a técnica com mágicos árabes que viajavam pelo país e aos dezenove anos foi estudar para se aperfeiçoar em Paris. Escreveu livros sobre essa arte, que foram traduzidos em diversas línguas.

Hoje é dia da SAUDADE !

No dia 30 de Janeiro é comemorado o dia da saudade, essa palavra existe apenas na língua portuguesa e galega e serve para definir o sentimento de falta de alguém ou de algum lugar.



De origem latina, saudade é uma transformação da palavra solidão.

Podemos considerar que no dia da saudade as pessoas se dedicam às lembranças de seus entes queridos que estão ausentes, de fatos que viveram ou de lugares e objetos que marcaram suas vidas; Isso faz com que a palavra saudade se torne melancólica, trazendo certo sofrimento.

Saudade é também definida com a “sensação de incompletude, ligada à privação de pessoas, lugares, experiências, prazeres já vividos e vistos, que ainda são um bem desejável”, segundo o dicionário Veja Larousse.

Em outras línguas não existe uma palavra capaz de traduzir o significado amplo de saudade, mas algumas delas trazem conceitos próximos, mas não nobres. Em inglês,saudade é “ i miss you” que quer dizer sinto sua falta; em francês, “souvenir”, que significa lembrança; em italiano, “ricordo affetuoso”, recordação afetuosa; em espanhol, “recuerdo ou extraño mucho”, que significam lembrança e sinto falta, respectivamente.

Vinicius de Moraes e Tom Jobim cantaram a saudade dizendo: “Chega de saudade, a realidade é que sem ela não há paz, não há beleza é só tristeza e a melancolia que não sai de mim, não sai de mim, não sai”.


Por Jussara de Barros, pedagoga, da Equipe Brasil Escola.

Um comentário com dois títulos



Supermercados, em defesa do meio ambiente, não distribuirão mais sacolas plásticas na hora das compras ou Supermercados, em grande jogada de marketing, fazem discurso em defesa do meio ambiente e economizam milhões de reais.

Há 43 anos atrás, "Yellow Submarine" era lançado na Inglaterra.

Quarta-Feira, 17 de Janeiro de 1969.


Os Beatles lançaram o álbum “Yellow Sumarine”, na Inglaterra. O disco logo atingiu o topo das paradas musicais

Yellow Submarine é o título de uma das mais famosas canções dos Beatles, do décimo-primeiro álbum dos Beatles e também título de um desenho animado em clima psicodélico protagonizado pelo grupo.

A história se passa na cidade de Pepperland, quando os Blue Meanies atacam a cidade para acabar com o amor, a música e as cores. É quando os Beatles entram em ação a bordo do submarino amarelo para acabar com os maldosos azuis. O filme é recheado de músicas e cores e é considerado um marco na animação.

O álbum foi gravado no Abbey Road Studios entre 12 de maio de 1967 e 11 de fevereiro de 1968.

O lançamento nos Estados Unidos foi em 13/01/1969 e na Inglaterra em 17/01/1969. Seu primeiro CD em 24/08/1987.

http://www.youtube.com/watch?v=bM5NIi8m_kQ

Regina Casé

Lá se iam meus 19 anos. Estudante de medicina e vivendo na zona sul carioca, tinha uma vida política estudantil plena e, como todo jovem, vivia em busca de novidades, novas linguagens e jeitos de ser.

Em Ipanema, na Rua Prudente de Moraes, estava ele, o Teatro Ipanema, acanhado, mal acabado; na verdade sem acabar, mas anunciando em sua fachada: “Asdrúbal Trouxe o Trombone, apresenta: Trate-me Leão”. O que era aquilo ? Que nomes eram aqueles? Não deu outra, depois da praia, lá fomos nós.

O Teatro era ( é ) pequeno...umas 300 poltronas e, se não me falha a memória, de pau, mesmo !.

Ao começar a peça, vi um bando de louco falando sobre coisas que diziam respeito ao meu mundo, meus valores, numa linguagem diferente da formalidade que via no teatro. No palco, estavam Regina Casé, Luiz Fernando Guimarães, Patricia Travassos, Perfeito Fortuna, Evandro Mesquita, entre outros; hoje, todos conhecidos do público.

Trate-me Leão , 1977, a terceira peça que o grupo apresentou foi o grande marco na história do “Asdrúbal” . A peça foi fruto de criação coletiva e, através deste processo, o grupo encontrou uma linguagem original, capaz de levar a imaginação do público ao ápice. Com palco livre de cenários, os diálogos naturais e os temas abordados, o espetáculo foi um sucesso de público e crítica.

Hoje vejo o Perfeito Fortuna, depois de ser um dos idealizadores e diretores do Circo Voador, atualmente, ser diretor da Fundição Progresso, Centro Cultural também situado na Lapa, construído a partir do que sobrou de uma antiga fundição desativada há décadas. Evandro Mesquita, participando do seriado “A Grande família” e dando asas à sua imaginação na música que faz, e Regina Casé, a quem eu reputo o título de maior personalidade cultural do país, sempre a frente de projetos revolucionários de comunicação. Mesmo trabalhando em uma mídia conservadora, a TV, Regina inova, renova, e revoluciona sua forma de ser comunicar e dizer o que pensa, sempre com muito tesão e fé naquilo que faz.

Ah, Ipanema...Praça General Osório, Rua Aníbal de Mendonça, vólei na praia...Rua Montenegro ( atual Vinícius de Moraes)...Bar Jangadeiros, feira hippie, tantos sonhos...era a década de 70!



Marcio Aurelio Soares

SOBRE DEUS



Se Deus tivesse falado:“Pára de ficar rezando e batendo o peito! O que eu quero que faças é que saias pelo  mundo e desfrutes de tua vida. Eu quero que gozes, cantes, te divirtas e que desfrutes de tudo o que Eu fiz para ti.
Pára de ir a esses templos lúgubres, obscuros e frios que tu mesmo construíste e que acreditas ser a minha casa.
Minha casa está nas montanhas, nos bosques, nos rios, nos lagos, nas praias. Aí é onde Eu vivo e aí expresso meu amor por ti.
Pára de me culpar da tua vida miserável: Eu nunca te disse que há algo mau em ti ou que eras um pecador, ou que tua sexualidade fosse algo mau.
O sexo é um presente que Eu te dei e com o qual podes expressar teu amor, teu êxtase, tua alegria. Assim, não me culpes por tudo o que te fizeram crer.
Pára de ficar lendo supostas escrituras sagradas que nada têm a ver comigo. Se não podes me ler num amanhecer, numa paisagem, no olhar de teus amigos, nos olhos de teu filhinho... Não me encontrarás em nenhum livro!
Confia em mim e deixa de me pedir. Tu vais me dizer como fazer meu trabalho?
Pára de ter tanto medo de mim. Eu não te julgo, nem te critico, nem me irrito, nem te incomodo, nem te castigo. Eu sou puro amor.
Pára de me pedir perdão. Não há nada a perdoar. Se Eu te fiz... Eu te enchi de paixões, de limitações, de prazeres, de sentimentos, de necessidades, de incoerências, de livre-arbítrio. Como posso te culpar se respondes a algo que eu pus em ti? Como posso te castigar por seres como és, se Eu sou quem te fez? Crês que eu poderia criar um lugar para queimar a todos meus filhos que não se comportem bem, pelo resto da eternidade? Que tipo de Deus pode fazer isso?
Esquece qualquer tipo de mandamento, qualquer tipo de lei; essas são artimanhas para te manipular, para te controlar, que só geram culpa em ti. Respeita teu próximo e não faças o que não queiras para ti. A única coisa que te peço é que prestes atenção a tua vida, que teu estado de alerta seja teu guia.
Esta vida não é uma prova, nem um degrau, nem um passo no caminho, nem um ensaio, nem um prelúdio para o paraíso. Esta vida é o único que há aqui e agora, e o único que precisas.
Eu te fiz absolutamente livre. Não há prêmios nem castigos. Não há pecados nem virtudes. Ninguém leva um placar. Ninguém leva um registro.
Tu és absolutamente livre para fazer da tua vida um céu ou um inferno.
Não te poderia dizer se há algo depois desta vida, mas posso te dar um conselho. Vive como se não o houvesse. Como se esta fosse tua única oportunidade de aproveitar, de amar, de existir. Assim, se não há nada, terás aproveitado da oportunidade que te dei.
E se houver, tem certeza que Eu não vou te perguntar se foste comportado ou não. Eu vou te perguntar se tu gostaste, se te divertiste... Do que mais gostaste? O que aprendeste?
Pára de crer em mim - crer é supor, adivinhar, imaginar. Eu não quero que acredites em mim. Quero que me sintas em ti. Quero que me sintas em ti quando beijas tua amada, quando agasalhas tua filhinha, quando acaricias teu cachorro, quando tomas banho no mar.
Pára de louvar-me! Que tipo de Deus ególatra tu acreditas que Eu seja?
Me aborrece que me louvem. Me cansa que agradeçam. Tu te sentes grato? Demonstra-o cuidando de ti, de tua saúde, de tuas relações, do mundo. Te sentes olhado, surpreendido?... Expressa tua alegria! Esse é o jeito de me louvar.
Pára de complicar as coisas e de repetir como papagaio o que te ensinaram sobre mim. A única certeza é que tu estás aqui, que estás vivo, e que este mundo está cheio de maravilhas. Para que precisas de mais milagres? Para que tantas explicações?
Não me procures fora! Não me acharás. Procura-me dentro... aí é que estou, batendo em ti.
Baruch Spinoza.

10 fatos curiosos sobre o Facebook

10 fatos curiosos sobre o Facebook



Com o aumento da participação brasileira no Facebook, a rede ganha espaço na nossa rotina pessoal, no trabalho e no ambiente escolar. A exposição é crescente assim como o nosso interesse nas novidades relacionadas a rede de Mark Zuckerberg . Mas desde o seu lançamento, o Facebook guarda peculiaridades que muitas vezes passam despercebidas. O site Oddee fez uma lista com alguns fatos curiosos que o Techtudo reproduz para você:

1. A média de amigos é de 130

A média de amigos é de 130
Não fique tão preocupado com a quantidade de amigos que você tem. A média no Facebook está em torno de 130 e se você tem mais do que isso já pode ser considerado razoavelmente popular. Outra curiosidade é que as mulheres tendem a ter mais amigos que os homens. Mas vale lembrar que a maioria das pessoas interage regularmente com 4 a 7 pessoas da sua rede. Então, qual é o seu número real de amigos no Facebook?



2. Mais de 25% dos usuários já foram ‘chutados’ no Facebook

25% já foram ‘chutados’ na rede
Uma pesquisa de junho de 2010 com mil usuários do Facebook – dos quais 70% eram homens – descobriu que 25% já tinham levado um fora via Facebook (com a clássica mudança de status de ‘em um relacionamento’ para ‘solteiro’)


3. Facebook não permite fotos de mães amamentando

Bebê sendo amamentado
A rede social incitou uma ira maternal em massa quando resolveu censurar fotos de bebês sendo amamentados postados em perfis de mães. O Facebook julgou que as fotos são um pouco reveladoras demais. A política entrou em conflito com o fato de o Facebook não censurar mulheres de biquíni, por exemplo. Em resposta uma campanha reuniu 11 mil mulheres que postaram fotos de si mesmas amamentando com a frase “Ei, Facebook, amamentar não é obsceno!” O grupo no Facebook já possui 250 mil membros.


4. Facebook é o responsável por um em cada cinco divórcios

Facebook separa 1 em 5 casais
Costumava ser a marca de batom no colarinho, mas hoje um em cada cinco divórcios tem como plano de fundo o Facebook, de acordo com a nova pesquisa da American Academy of Matrimonial Lawyers. Ainda, 80% dos advogados reportaram um aumento no número de casos de pessoas que se utilizaram da rede social para provar que foram enganados por parceiros(as).



5. Al Pacino foi o primeiro ‘rosto’ do Facebook

O primeiro ‘rosto’ do Facebook

Levando em conta que a rede social só ficou famosa no Brasil recentemente, dificilmente vamos nos lembrar do rosto de Al Pacino. Ele aparecia em azul quando íamos fazer o login no site. Sumiu em 2007, portanto, se você se juntou ao Facebook depois disso, não tem a menor ideia do que estamos falando.

6. 36% dos usuários checam o Facebook, Twitter ou mensagens de texto depois de fazer sexo

Muitos checam as redes depois do sexo

Acender um cigarro depois do sexo? Coisa do passado. Um estudo feito em outubro de 2009 sugeriu que redes sociais estão se tornando cada vez mais importantes na vida dos jovens. Entre os menores de 35 anos, 36% admitem twittar, mandar mensagem e checar o Facebook após o sexo. A pesquisa também revelou outros dados como 40% dos entrevistados que admitiram checar as redes enquanto dirigem, 64% usam no trabalho e 65% ficam no Facebook durante as férias.

7. Mais de 350 milhoes de pessoas sofrem de “Desordem de vício em Facebook”

Vício em Facebook é crescente
Facebook Addiction Disorder (FAD) é um termo introduzido por psicólogos americanos para aqueles que são viciados em Facebook e têm sua vida afetada pelas atividades na rede social. Os efeitos mais comuns são a perda de produtividade, falta de concentração, superficialidade nas amizades e até total isolamento em casos extremos.


8. Usuários do Facebook tem notas menores do que os que não acessam a rede

Usuários do Facebook tem notas menores

De acordo com o novo estudo da Ohio State University, estudantes de universidades que fazem parte dos 800 milhões de membros do Facebook tem notas significantemente menores do que quem não tem um perfil na rede. O estudo foi feito em 2009 com 219 graduandos e graduados.


9. O Burger King já deu hambúrgeres de graça para usuários que excluíam amigos do Facebook

Hambúrguer de graça
Em janeiro de 2009, uma campanha publicitária do Burger King chamada de “WHOPPER Sacrifice” premiou usuários do Facebook com o “Angry Whopper”, um de seus sanduíches, que deletassem publicamente 10 amigos por meio de um aplicativo. Os excluídos recebiam a mensagem que haviam sido deletados por um hambúrger grátis. A campanha usou a mensagem “Amizade é forte, mas o Whopper é mais forte”. O aplicativo da promoção foi baixado 55 mil vezes e mais de 250 mil amigos foram sacrificados.

10. Um homem foi preso por assediar publicamente sua própria filha no Facebook

John Forehand

Um pai da Pensilvânia foi preso após pedir que sua filha fizesse sexo com ele pelo Facebook. John Forehand, 39, apelidava-se "Bad Daddy" enquanto se correpondia com sua filha de 13 anos. O pai confessou a filha que tinha sonhos “inapropriados” com ela e escreveu ainda que iria "cuidar muito bem de sua menininha”. A garota contou para sua mãe sobre as mensagens e ela alertou a polícia que forjou um encontro de Forehand com sua filha e o prendeu.

Fatos históricos: A Divisão da Palestina


Em 29 de novembro de 1947, a ONU decidiu dividir a Palestina em um Estado judeu e um Estado árabe. Após a proclamação do Estado de Israel em 1948, os Estados da Liga Árabe entraram em guerra contra o novo Estado. A Palestina, Estado árabe, ficou dividida em outras duas partes: Cisjordânia e Território de Gaza.


Para saber mais:         
No segundo milênio antes de Cristo, a faixa de Gaza foi invadida por povos de origem creto-micênica, os filisteus. Na mesma época, a Cisjordânia foi invadida por povos de origem suméria, os hebreus. Os dois povos lutaram entre si na disputa por território, porém ambos acabaram suplantados por impérios mais poderosos que dominaram sucessivamente a região: o império Egípcio, o império Assírio, o império Babilônico, o império Persa, o império Macedônico e o império Romano.

Por volta de 8 a.C., nasceu Jesus Cristo na cidade de Belém.

Com a divisão do império Romano em 395, a região da Palestina passou a pertencer à sua porção oriental, que viria a ser conhecida como império Bizantino.

Com o surgimento do islamismo na península Arábica no século VII, as tribos árabes se uniram e conquistaram largas porções do império Bizantino, incluindo a Palestina. Nos séculos XII e XIII, os reinos cristãos da Europa Ocidental realizaram várias expedições militares contra o Império Árabe visando à retomada da Palestina. Essas expedições, batizadas de cruzadas, redundaram na criação de vários reinos cristãos no Oriente Médio. Na Palestina, mais especificamente, foi criado o reino de Jerusalém. Porém tais reinos foram logo retomados pelos árabes.

No século XVI, o império Otomano se apropriou da Palestina. Tal domínio foi mantido até a Primeira Guerra Mundial. Com a derrota do império Otomano na Primeira Guerra Mundial e o consequente desmantelamento do império, a Palestina ficou sob administração britânica com mandato conferido pela sociedade das Nações. Nessa época, o aumento da imigração de judeus para a Palestina, motivado pela criação do movimento sionista no final do século XIX, começou a gerar atritos entre a comunidade árabe que já residia na região e os judeus recém-chegados. Em 1947, a organização das Nações Unidas, que havia substituído a sociedade das Nações, determinou a divisão da Palestina em três estados: um estado árabe, um estado judeu e um estado sob administração da ONU (a cidade de Jerusalém). Com a eclosão da guerra entre os países árabes fronteiriços e o estado judeu (Israel), o estado árabe perdeu parte de seu território original, assumindo aproximadamente seu tamanho atual. A faixa de Gaza passou para administração egípcia e a Cisjordânia, para administração jordaniana.

Em 1964, 422 autoridades palestinas fundaram a organização para a Libertação da Palestina, em Jerusalém, visando à fundação de um estado árabe na Palestina. Dentro da OLP, a maior facção era a do Fatah, grupamento político de orientação socialista liderado por Yasser Arafat.

Em 1967, ocorreu novo conflito entre Israel e os países árabes vizinhos: a guerra dos Seis Dias. Com o fim da guerra, Israel anexou a Cisjordânia e a faixa de Gaza.

Grande parte da população dos territórios ocupados por Israel na guerra dos Seis Dias se refugiou na Jordânia. Temendo a pressão política desses refugiados, o rei Hussein da Jordânia ordenou o massacre dessa população em 1970 no episódio conhecido como Setembro Negro. Os sobreviventes do massacre fugiram para o Líbano. Em 1972, o grupo terrorista palestino Setembro Negro sequestrou e matou onze atletas israelenses na Olimpíada de Munique.



Em 1973, ocorreu novo conflito entre Israel e os países árabes vizinhos: a guerra do Yom Kippur. Em 1982, o exército israelense invadiu o Líbano visando a dar um fim aos ataques da OLP contra o norte de Israel. Como consequência, a OLP foi obrigada a transferir seu quartel-general para a Tunísia.


Em 1987, a população palestina do campo de refugiados de Jabaliyah, no norte da faixa de Gaza, atacou com pedras o exército israelense, desencadeando revoltas semelhantes em todo o território palestino, na revolta que ficou conhecida como a Primeira Intifada (palavra árabe que significa "revolta"). Na ocasião, foi criado, na cidade de Gaza, o Hamas, grupo fundamentalista islâmico palestino.


Em 1988, a OLP passou a aceitar a existência de dois estados no território palestino. A OLP declarou oficialmente a fundação do estado árabe da Palestina e a adoção da bandeira da revolta árabe contra o império Otomano durante a Primeira Guerra Mundial como a bandeira oficial do novo estado.


Em 1993, Israel aceitou, através do acordo de Oslo, a criação de um governo independente na Cisjordânia e na faixa de Gaza.


Em 1998, foi inaugurado o aeroporto Internacional de Gaza, na cidade de Rafah, na faixa de Gaza.


Em 2000, ocorreu a Segunda Intifada, desencadeada pela visita do político israelense Ariel Sharon à esplanada das Mesquitas, em Jerusalém, ato que foi considerado pelos palestinos como sendo uma provocação. Em represália, Israel ordenou o fechamento do aeroporto Internacional de Gaza e passou a bombardeá-lo repetidas vezes a partir de então[2].


Em 2002, o governo israelense começou a construir um muro demarcando a fronteira entre a Cisjordânia e Israel, com a finalidade de evitar o ataque de terroristas palestinos.


Em 2004, morreu Yasser Arafat, o histórico líder da OLP. O aeroporto Internacional de Gaza, embora em ruínas e inoperante devido aos seguidos ataques israelenses, mudou seu nome para aeroporto Internacional Yasser Arafat. Em 2005, Mahmoud Abbas assumiu a presidência da autoridade Nacional Palestina.


Nas eleições parlamentares de 2006, o Hamas conquistou a maioria das cadeiras no conselho Legislativo da Palestina. Isto desencadeou protestos de várias nações contrárias à violência do Hamas e fez com que o Fatah destituísse os membros do Hamas dos cargos executivos na Cisjordânia. O Hamas manteve no entanto o controle sobre a faixa de Gaza. A vitória do Hamas ainda provocou o estabelecimento de um bloqueio egípcio-israelense à faixa de Gaza. Os dois países passaram a controlar a entrada e a saída de pessoas na região visando a evitar a entrada de armas que poderiam ser utilizadas em ações terroristas contra Israel. Em 2010, um comboio enviando ajuda humanitária à faixa de Gaza foi atacado por patrulhas israelenses, ocasionando nove mortes.







Coisa


A palavra "coisa" é um bombril do idioma. Tem mil e uma utilidades. É aquele tipo de termo-muleta ao qual a gente recorre sempre que nos faltam palavras para exprimir uma idéia. Coisas do português.

A natureza das coisas: gramaticalmente, "coisa" pode ser substantivo, adjetivo, advérbio. Também pode ser verbo: o Houaiss registra a forma "coisificar". E no Nordeste há "coisar": "Ô, seu coisinha, você já coisou aquela coisa que eu mandei você coisar?". Na Paraíba e em Pernambuco, "coisa" também é cigarro de maconha. Em Olinda, o bloco carnavalesco Segura a Coisa tem um baseado como símbolo em seu estandarte. Alceu Valença canta: "Segura a coisa com muito cuidado / Que eu chego já." E, como em Olinda sempre há bloco mirim equivalente ao de gente grande, há também o Segura a Coisinha. Na literatura, a "coisa" é coisa antiga. Antiga, mas modernista: Oswald de Andrade escreveu a crônica O Coisa em 1943. A Coisa é título de romance de Stephen King. Simone de Beauvoir escreveu A Força das Coisas, e Michel Foucault, As Palavras e as Coisas. Em Minas Gerais, todas as coisas são chamadas de trem. Menos o trem, que lá é chamado de "a coisa". A mãe está com a filha na estação, o trem se aproxima e ela diz: "Minha filha, pega os trem que lá vem a coisa!". Devido lugar: "Olha que coisa mais linda, mais cheia de graça (...)". A garota de Ipanema era coisa de fechar o Rio de Janeiro. "Mas se ela voltar, se ela voltar / Que coisa linda / Que coisa louca." Coisas de Jobim e de Vinicius, que sabiam das coisas. Sampa também tem dessas coisas (coisa de louco!), seja quando canta "Alguma coisa acontece no meu coração", de Caetano Veloso, ou quando vê o Show de Calouros, do Silvio Santos (que é coisa nossa). Coisa não tem sexo: pode ser masculino ou feminino. Coisa-ruim é o capeta. Coisa boa é a Juliana Paes. Nunca vi coisa assim! Coisa de cinema! A Coisa virou nome de filme de Hollywood, que tinha o seu Coisa no recente Quarteto Fantástico. Extraído dos quadrinhos, na TV o personagem ganhou também desenho animado, nos anos 70. E no programa Casseta e Planeta, Urgente!, Marcelo Madureira faz o personagem "Coisinha de Jesus". Coisa também não tem tamanho. Na boca dos exagerados, "coisa nenhuma" vira "coisíssima". Mas a "coisa" tem história na MPB. No II Festival da Música Popular Brasileira, em 1966, estava na letra das duas vencedoras: Disparada, de Geraldo Vandré ("Prepare seu coração / Pras coisas que eu vou contar"), e A Banda, de Chico Buarque ("Pra ver a banda passar / Cantando coisas de amor"), que acabou de ser relançada num dos CDs triplos do compositor, que a Som Livre remasterizou. Naquele ano do festival, no entanto, a coisa tava preta (ou melhor, verde-oliva). E a turma da Jovem Guarda não tava

nem aí com as coisas: "Coisa linda / Coisa que eu adoro". Cheio das coisas. As mesmas coisas, Coisa bonita, Coisas do coração, Coisas que não se esquece, Diga-me coisas bonitas, Tem coisas que a gente não tira do coração. Todas essas coisas são títulos de canções interpretadas por Roberto Carlos, o "rei" das coisas. Como ele, uma geração da MPB era preocupada com as coisas. Para Maria Bethânia, o diminutivo de coisa é uma questão de quantidade (afinal, "são tantas coisinhas miúdas"). Já para Beth Carvalho, é de carinho e intensidade ("ô coisinha tão bonitinha do pai"). Todas as Coisas e Eu é título de CD de Gal. "Esse papo já tá qualquer coisa...Já qualquer coisa doida dentro mexe." Essa coisa doida é uma citação da música Qualquer Coisa, de Caetano, que canta também: "Alguma coisa está fora da ordem." Por essas e por outras, é preciso colocar cada coisa no devido lugar. Uma coisa de cada vez, é claro, pois uma coisa é uma coisa; outra coisa é outra coisa. E tal coisa, e coisa e tal. O cheio de coisas é o indivíduo chato, pleno de não-me-toques. O cheio das coisas, por sua vez, é o sujeito estribado. Gente fina é outra coisa. Para o pobre, a coisa está sempre feia: o salário-mínimo não dá pra coisa nenhuma.. A coisa pública não funciona no Brasil. Desde os tempos de Cabral. Político quando está na oposição é uma coisa, mas, quando assume o poder, a coisa muda de figura. Quando se elege, o eleitor pensa: "Agora a coisa vai." Coisa nenhuma! A coisa fica na mesma. Uma coisa é falar; outra é fazer. Coisa feia! O eleitor já está cheio dessas coisas! Coisa à toa. Se você aceita qualquer coisa, logo se torna um coisa qualquer, um coisa-à-toa. Numa crítica feroz a esse estado de coisas, no poema Eu, Etiqueta, Drummond radicaliza: "Meu nome novo é coisa. Eu sou a coisa, coisamente." E, no verso do poeta, "coisa" vira "cousa". Se as pessoas foram feitas para ser amadas e as coisas, para ser usadas, por que então nós amamos tanto as coisas e usamos tanto as pessoas? Bote uma coisa na cabeça: as melhores coisas da vida não são coisas. Há coisas que o dinheiro não compra: paz, saúde, alegria e outras cositas más. Mas, "deixemos de coisa, cuidemos da vida, senão chega a morte ou coisa parecida", cantarola Fagner em Canteiros, baseado no poema Marcha, de Cecília Meireles, uma coisa linda. Por isso, faça a coisa certa e não esqueça o grande mandamento: "amarás a Deus sobre todas as coisas". Apesar desta coisa ser estranha, espero que você tenha gostado da coisa como ela é ENTENDEU O ESPÍRITO DA COISA?
Autor Desconhecido.

25 de Novembro de 1867 - Alfred Nobel, químico sueco e originário do prêmio Nobel, inventa a dinamite.


O conjunto de prêmios mais famoso do mundo é o Prêmio Nobel. Concedido para a mais destacada realização nas áreas de literatura, paz, economia, medicina e ciências, eles foram criados há um século por Alfred B. Nobel (1833-1896), um homem que fez fortuna produzindo explosivos; entre outras coisas, Nobel inventou a dinamite.

O que motivou este sueco fabricante de munições a dedicar sua fortuna a homenagear e recompensar aqueles que beneficiaram a humanidade?

________________________________________

A imortalidade não está no tempo que você viveu, mas sim em como você viveu.

________________________________________

A criação dos Prêmios Nobel ocorreu por um acaso. Quando faleceu o irmão de Nobel, um jornal publicou um longo obituário de Alfred Nobel, por engano, acreditando que fora ele a falecer. Assim, Nobel teve uma oportunidade concedida a poucas pessoas: ler seu próprio obituário ainda em vida. Aquilo que ele leu o horrorizou: o jornal o descreveu como um homem que tornara possível matar mais pessoas, mais rapidamente, que qualquer outro que jamais tinha vivido.

Naquele momento, Nobel percebeu duas coisas: que ele seria lembrado daquela maneira, e que não era assim que ele desejava ser lembrado. Pouco depois, ele estabeleceu os prêmios. Hoje, devido ao que ele fez, todos estão familiarizados com o Prêmio Nobel, ao passo que relativamente poucos sabem como ele construiu sua fortuna. O personagem de Shakespeare, Marco Antônio, estava errado: o bem que fazemos permanece vivo depois que deixamos este mundo. Para a maioria de nós, é o legado mais importante que deixamos para trás.

24 de Novembro de 1859 - Charles Darwin lança "A Origem das Espécies"


24 de Novembro de 1859 - Charles Darwin lança "A Origem das Espécies" onde expõe que as formas de vida originaram de um processo de seleção natural.


'A origem das espécies' já foi definido como o livro mais influente depois da Bíblia. Se esta hipótese peca pelo exagero, certamente vai a um ponto fundamental, já que o clássico indiscutível de Darwin sem dúvida alguma mudou a forma de se ler a Bíblia. Até Darwin sistematizar, no livro publicado em 1859, as idéias de origem comum para as espécies - que já vinham sendo defendidas por outros naturalistas - de variação lenta e gradual que chegaria a criar novas espécies e de seleção natural, a teoria dominante defendia a criação independente de todas as espécies de seres vivos que conhecemos, justamente como a Bíblia defende. Depois de Darwin, tudo isso mudou. A teoria defendida por Charles Darwin no livro, publicado em 1859 a partir das informações coletadas por ele durante sua viagem no Beagle, que percorreu o mundo entre 1831 a 1836, passando até pelo Brasil, tornaram-se a teoria dominante da moderna biologia. Uma de suas idéias, a da seleção natural, transcendeu as ciências naturais para invadir as humanas, e pode ser encontrada, até hoje, em tratados de economia.

23 de Novembro de 1935: Tem inicio, em Natal, Rio Grande do Norte, a Intentona Comunista liderada por Luis Carlos Prestes.

Com a companheira Olga Benário, no dia de sua prisão, após a derrota da insurreição de novembro de 1935. Composição dos jornais da época..



Intentona, significa "plano insensato" ou "intento de loucos", foi um termo pejorativo encontrado pela cúpula militar para desqualificar o movimento armado que Luís Carlos Prestes encabeçou. Prestes, capitão do Exército brasileiro, havia sido um dos líderes do movimento tenentista dos anos 1920.

O movimento iniciado em 23 de novembro de 1935 não pode ser limitado à iniciativa dos Comunistas. E sim, resultado da combinação de fatores internos, como a polarização política e o descontentamento de alguns setores com o governo Getúlio Vargas, por exemplo. E com fatores externos, como a vinculação do Partido Comunista Brasileiro (PCB) à Internacional Comunista - também conhecida pelo nome de Comintern.

Em março de 1935, foi criada no Rio de Janeiro, então capital da República, a Aliança Nacional Libertadora (ANL), reunindo, além dos comunistas, socialistas, tenentes, intelectuais e católicos. A fundação da ANL representou não apenas uma tentativa de contrapor-se à Ação Integralista Brasileira, movimento de inspiração fascista formado em 1932, como também ajudou a reunir os setores de oposição ao governo Vargas.

Apesar da sua formação heterogênea, a ANL logo passou a ser identificada com a figura de Prestes, principal líder da organização. Afinal, o "Cavaleiro da Esperança" participara do movimento tenentista, o que lhe garantia algum apoio junto aos oficiais; rompera com Vargas, o que o aproximava dos oposicionistas reunidos na ANL; e convertera-se ao comunismo, o que lhe valeu certo respaldo junto ao PCB.

Aproveitando-se da Lei de Segurança Nacional, aprovada em abril daquele mesmo ano em meio às mobilizações grevistas, Getúlio decretou a ilegalidade da Aliança Nacional Libertadora, proibida de realizar qualquer atividade pública após aquela data. A partir de então, a proposta de tomada do poder defendida pelos setores de oposição e, em particular, pelos comunistas começou a ganhar força dentro da ANL, culminando no motim iniciado em Natal, no dia 23 de novembro.

Na madrugada do dia seguinte, os levantes chegaram ao Distrito Federal (RJ), onde foram deflagrados ataques ao 3º Regimento de Infantaria, na Praia Vermelha; ao 2º Regimento de Infantaria e ao Batalhão de Comunicações, na Vila Militar; e à Escola de Aviação, no Campo dos Afonsos. Assim como no Recife, a mobilização no Rio de Janeiro foi rapidamente sufocada, o que não evitou as mortes ocorridas nos confrontos entre amotinados e forças legalistas - no ataque ao 3° Regimento, por exemplo, morreram 28 militares.

Como conseqüência dos episódios daquele fatídico mês de novembro, desencadeou-se uma intensa perseguição aos membros da ANL e aos comunistas, particularmente. O governo Vargas, com o apoio do Congresso Nacional, decretou estado de sítio em todo o país, o que lhe permitiu prender centenas de civis e militares acusados de ligação com a ANL e o PCB, entre o final de 1935 e início de 1936. Em março daquele ano, Getúlio decretou estado de guerra, concentrando poderes para, a partir de então, prender até mesmo parlamentares suspeitos de envolvimento com os levantes de novembro.

Ao longo de 1936, outras medidas foram tomadas pelo governo, como a criação da Comissão Nacional de Repressão ao Comunismo, encarregada de investigar os suspeitos de participação em movimentos ilegais, e o Tribunal de Segurança Nacional, responsável pelo julgamento dos envolvidos na Intentona de 1935. Em novembro de 1937, quase dois anos após os levantes, Vargas, aproveitando-se da conjuntura política favorável criada pela Intentona, deu um golpe de Estado, sob a justificativa de uma iminente ameaça comunista. Começava, assim, o Estado Novo.


* Vitor Amorim de Angelo é historiador, mestre e doutorando em Ciências Sociais pela Universidade Federal de São Carlos. Atualmente, é professor de história da Universidade Federal de Uberlândia.

22 de novembro de 1910. - Marinheiros iniciam, na Baía da Guanabara, a Revolta da Chibata




22 de novembro de 1910. - Marinheiros iniciam, na Baía da Guanabara, a Revolta da Chibata, reivindicando melhores condições de trabalho na Marinha.

Introdução 

A Revolta da Chibata foi um importante movimento social ocorrido, no início do século XX, na cidade do Rio de Janeiro. Começou no dia 22 de novembro de 1910.  

Neste período, os marinheiros brasileiros eram punidos com castigos físicos. As faltas graves eram punidas com 25 chibatadas (chicotadas). Esta situação gerou uma intensa revolta entre os marinheiros.

Causas da revolta 

O estopim da revolta ocorreu quando o marinheiro Marcelino Rodrigues foi castigado com 250 chibatadas, por ter ferido um colega da Marinha, dentro do encouraçado Minas Gerais. O navio de guerra estava indo para o Rio de Janeiro e a punição, que ocorreu na presença dos outros marinheiros, desencadeou a revolta.

O motim se agravou e os revoltosos chegaram a matar o comandante do navio e mais três oficiais. Já na Baia da Guanabara, os revoltosos conseguiram o apoio dos marinheiros do encouraçado São Paulo. O clima ficou tenso e perigoso.

Reivindicações

O líder da revolta, João Cândido (conhecido como o Almirante Negro), redigiu a carta reivindicando o fim dos castigos físicos, melhorias na alimentação e anistia para todos que participaram da revolta. Caso não fossem cumpridas as reivindicações, os revoltosos ameaçavam bombardear a cidade do Rio de Janeiro (então capital do Brasil).

Segunda revolta 

Diante da grave situação, o presidente Hermes da Fonseca resolveu aceitar o ultimato dos revoltosos. Porém, após os marinheiros terem entregues as armas e embarcações, o presidente solicitou a expulsão de alguns revoltosos. A insatisfação retornou e, no começo de dezembro, os marinheiros fizeram outra revolta na Ilha das Cobras. Esta segunda revolta foi fortemente reprimida pelo governo, sendo que vários marinheiros foram presos em celas subterrâneas da Fortaleza da Ilha das Cobras. Neste local, onde as condições de vida eram desumanas, alguns prisioneiros faleceram. Outros revoltosos presos foram enviados para a Amazônia, onde deveriam prestar trabalhos forçados na produção de borracha.

O líder da revolta João Cândido foi expulso da Marinha e internado como louco no Hospital de Alienados. No ano de 1912, foi absolvido das acusações junto com outros marinheiros que participaram da revolta.

Conclusão: podemos considerar a Revolta da Chibata como mais uma manifestação de insatisfação ocorrida no início da República. Embora pretendessem implantar um sistema político-econômico moderno no país, os republicanos trataram os problemas sociais como “casos de polícia”. Não havia negociação ou busca de soluções com entendimento. O governo quase sempre usou a força das armas para colocar fim às revoltas, greves e outras manifestações populares.

________________________________________
Bibliografia indicada:


- Revolta da Chibata (Rio de Janeiro 1910)
  Autor: Roland, Maria Inês de França
  Editora: Saraiva
  Temas: História do Brasil


- A Revolta da Chibata
  Autor: Morel, Edmar
  Editora: Paz e Terra
  Temas: História do Brasil


João Cândido - O Almirante Negro
  Autor: Cheuiche, Alcy
  Editora: L&PM Editores
  Temas: História do Brasil, Biografias


Os que fizeram a Revolta da Chibata morreram ou foram presos, desmoralizados e destruídos. Seu líder terminou sem patente militar, sem aposentadoria e semi-ignorado pela História oficial. No entanto, o belíssimo samba "O Mestre-Sala dos Mares", de João Bosco e Aldir Blanc, composto nos anos 70, imortalizou João Cândido e a Revolta da Chibata. Como diz a música, seu monumento estará para sempre "nas pedras pisadas do cais". A mensagem de coragem e liberdade do "Almirante Negro" e seus companheiros resiste.

MÚSICA DE JOÃO BOSCO E ALDIR BLANCI EM HOMENAGEM A REVOLTA DA CHIBATA

Mestre-Sala dos Mares", de João Bosco e Aldir Blanc, composto nos anos 70, imortalizou João Cândido e a Revolta da Chibata. Como diz a música, seu monumento estará para sempre "nas pedras pisadas do cais". A mensagem de coragem e liberdade do "Almirante Negro" e seus companheiros resiste.

O Mestre Sala dos Mares

(João Bosco / Aldir Blanc)

(letra original sem censura)

Há muito tempo nas águas da Guanabara
O dragão do mar reapareceu
Na figura de um bravo marinheiro
A quem a história não esqueceu
Conhecido como o almirante negro
Tinha a dignidade de um mestre sala
E ao navegar pelo mar com seu bloco de fragatas
Foi saudado no porto pelas mocinhas francesas
Jovens polacas e por batalhões de mulatas
Rubras cascatas jorravam das costas
dos negros pelas pontas das chibatas
Inundando o coração de toda tripulação
Que a exemplo do marinheiro gritava então
Glória aos piratas, às mulatas, às sereias
Glória à farofa, à cachaça, às baleias
Glória a todas as lutas inglórias
Que através da nossa história
Não esquecemos jamais
Salve o almirante negro
Que tem por monumento
As pedras pisadas do cais
Mas faz muito tempo

O Mestre Sala dos Mares
(João Bosco / Aldir Blanc)

(letra após censura durante ditadura militar)

Há muito tempo nas águas da Guanabara
O dragão do mar reapareceu
Na figura de um bravo feiticeiro
A quem a história não esqueceu
Conhecido como o navegante negro
Tinha a dignidade de um mestre sala
E ao acenar pelo mar na alegria das regatas
Foi saudado no porto pelas mocinhas francesas
Jovens polacas e por batalhões de mulatas
Rubras cascatas jorravam das costas
dos santos entre cantos e chibatas
Inundando o coração do pessoal do porão
Que a exemplo do feiticeiro gritava então
Glória aos piratas, às mulatas, às sereias
Glória à farofa, à cachaça, às baleias
Glória a todas as lutas inglórias
Que através da nossa história
Não esquecemos jamais
Salve o navegante negro
Que tem por monumento
As pedras pisadas do cais
Mas faz muito tempo