País da Coca-Cola

Estou inconformado com a decisão do Conselho Nacional de Auto-regulamentação Publicitária (Conar) que reveu sua decisão em 1ª instância e liberou uma propaganda televisiva da Coca-Cola que associam a bebida e suas calorias com a prática de ações saudáveis e positivas. O Conar prevê que as propagandas publicitárias não podem haver mentiras. Ora, tomar Coca-Cola nada tem a ver com queima de calorias. Ao contrário. Consumir este refrigerante é nocivo justamente por seu alto valor calórico.

O referido comercial, que você pode ver abaixo é intitulado de “Energia Positiva” e foi uma adaptação feita pela agência de propaganda W/McCann (que atende a conta do refrigerante no Brasil) de um outro original intitulado “Be OK” (que você também pode assistir abaixo) feito pela Publicis (agência que atende a Coca-Cola na Inglaterra).

Associar o consumo de Coca-Cola com práticas que queimam calorias no mínimo induz as pessoas a acharem saudável tomar refrigerante antes de jogar boliche, passear com o cachorro, andar de bicicleta, gargalhar, abraçar entre outros. É mentira. Não o é!

O engraçado é ver a argumentação da Coca-Cola ao Conar que induz o órgão a afirmar que todos os brasileiros têm cultura e educação suficientes para entender os malefícios dos excessos alimentares. Diz o relator: “O que pode transformar o remédio em veneno justamente é a dose”. Será que todo comercial da Coca-Cola tem o ícone consulte seu médico regularmente? Ou então Coca-Cola pode matar como tem os cigarros? 

O engraçado é ver que na Inglaterra, o órgão correspondente ao Conar naquele país, intitulado Advertising Standards Authority (ASA), suspendeu a veiculação da propaganda na terra da Rainha. Onde a Educação e a Cultura atinge toda a população? No Brasil ou na Inglaterra?

Não temos uma Geração Coca-Cola. Somos o país da Coca-Cola.

CONFIRA O COMERCIAL "ENERGIA POSITIVA"





CONFIRA O COMERCIAL "BE OK"

Osteoporose atinge um em cada cinco brasileiros com mais de 55 anos

Segundo a Sociedade Brasileira de Endocrinologia, dez milhões de brasileiros sofrem com uma doença muito perigosa chamada osteoporose. Ela é caracterizada pela perda de massa óssea. A maioria das vítimas são mulheres. O principal grupo de risco da doença são as mulheres acima de 40 anos.



A doença ocorre porque quando a mulher chega à menopausa para de produzir o hormônio estrógeno, que regula a absorção de cálcio. E sem o cálcio os ossos ficam fracos.

De acordo com médicos, a osteoporose também pode ser agravada pelo hipertireoidismo, que é o excesso de funcionamento da glândula tireoide. Pessoas que fazem tratamento prolongado de doenças reumáticas, com o uso de corticoides, também estão mais sujeitas a desenvolver osteoporose.

Nestes casos, a absorção de cálcio nos ossos é mais difícil. A evolução da osteoporose é silenciosa. A maioria dos pacientes só descobre em caso de fraturas, quando a doença está fase avançada.

Para evitar os sintomas dessa doença, são necessários alguns cuidados.  A atividade física é fundamental para quem já tem osteoporose em fase avançada. O sol também é um grande aliado na prevenção doença, que deixa os ossos frágeis, favorecendo a incidência de fraturas. De acordo com especialistas, 20% da população precisa de tratamento.

Então se você tem mais de 55 anos, vale lembrar o bordão do histórico personagem Paulo Cintura, da Escolinha do Professor Raimundo, ainda veiculada no Canal Viva: “Saúde é o que interessa e o resto não tem pressa...”.

Todos que estão insatisfeitos com a Saúde em Santos devem comparecer

Quem esta insatisfeito tem que discutir e debater pra valer a Saúde em Santos. E a oportunidade chegou. Nesta sexta-feira (12), às 20 horas,será realizada a 12 ª Conferência Municipal de Saúde de Santos (Confmss) na Universidade Paulista (Unip). Com o tema SUS, Saúde ao Alcance de Todos a Confmss deste ano é importante, pois é a instância máxima de deliberação do Sistema Único de Saúde (SUS) na Cidade e serve de palco para debates, aberto a todos os segmentos da sociedade local. A iniciativa serve para estabelecer diretrizes para a política municipal de Saúde para o próximo biênio, avaliar a implementação das diretrizes estabelecidas na 11º Confmss, fortalecer a gestão do Conselho Municipal de Saúde (CMS) e reforçar a composição e representação de entidades que compõem o CMS.

Algumas entidades elegeram delegados em pré-conferências. Os demais interessados em participar podem confirmar o credenciamento na abertura das conferências. O evento esse ano acontece junto com a 3ª Conferência Municipal de Saúde do Trabalhador (Confmst).

O munícipe e os profissionais de Saúde costumam reclamar por demais das condições de atendimento e de trabalho proporcionadas pelo atendimento público da Cidade que é polo de atendimento de toda a Baixada Santista. Participar de conferências como essa, mostra o comprometimento de cada profissional da área e de cada munícipe com a construção de uma Saúde melhor de fato na Baixada Santista.

Nesse momento único do país, onde o Governo Federal toma atitudes equivocadas na condução da Saúde nacional, é o momento da sociedade civil se organizar e cobrar dos gestores públicos de Saúde a aplicação correta e necessária dos recursos existentes. Afinal, Saúde e Educação são as pastas cujo orçamento é maior que as outras. Então dinheiro não falta. O que falta é uma gestão eficiente dos recursos para garantir o direito à Saúde para todos os brasileiros como prevê nossa Constituição. Está na hora do SUS ser o grande plano de saúde que o povo brasileiro precisa.

Por isso estarei lá presente levando minhas ideias. E você vai participar? A Unip fica na Avenida Francisco Manoel s/nº, na Vila Mathias em Santos. Espero você lá na sexta-feira (12), às 20 horas, a oportunidade é essa, depois não reclamem, heim?!!

Dilma tenta tirar um coelho da cartola

Estou estupefato com o “Programa Mais Médicos” lançado com pompa e circunstância pela presidenta Dilma Rousseff essa semana. Sua intenção é a de resolver todos os problemas da Saúde do Brasil com uma canetada chamada Medida Provisória -MP que só mostra como nosso sistema político é falido.

Não entendo como aumentar de seis para oito anos a formação do médico e fazê-lo trabalhar, compulsoriamente, para o serviço público por dois anos vai resolver a Saúde do país. Fosse assim os problemas da Justiça estariam r
esolvidos. Bastaria ampliar o curso de Direito e a morosidade da Justiça seria coisa do passado. E que dizer dos cursos de engenharia com o déficit habitacional e tantas estradas, aeroportos e portos a construir!? Teriam que ser ampliados para 10 anos !!!

Eu tenho um processo correndo há mais de 8 anos na Justiça. Será que a ampliação do curso de Direito resolveria meu problema? Acho que não. Qual a sua opinião sobre isso ministro Alexandre Padilha?

Vamos importar engenheiros e causídicos dos Estados Unidos e da Europa para fazer andar a Justiça e resolver essa demanda de nosso país, não acha uma boa presidenta?

Dilma e Padilha querem sim é criar um país do faz de conta para resolver seus problemas imediatos que todos conhecem. Como aquela velha prática de oferecer o pé esquerdo do sapato antes das eleições e, sendo eleito, só então, oferecer o outro pé. São as velhas práticas e os mesmos que causam a revolta da população com a classe política que vimos nas ruas nos últimos tempos.

E para tirar a responsabilidade sobre suas costas, os governantes, que remota ao tempo da ditadura militar, passa pelo Collor, Itamar, Sarney, FHC, Lula e agora sobre a Dilma, fazem dos médicos o bode expiatório da vez, indicando-os como grandes culpados de todos os problemas de Saúde do país. Na verdade, o problema da Saúde no Brasil tem uma causa que é a má gestão. E quem gere a Saúde no país não são os médicos, mas sim seus gestores, Ministro e secretários de Saúde estaduais e municipais.

Parabéns as entidades médicas que irão à Justiça contra esse plano tirado da cartola pelo Governo Federal.

A Verdade sobre a Saúde em Santos e na Baixada Santista

Assista no vídeo abaixo a minha opinião sobre a Saúde em Santos e na Baixada Santista. Sérias denúncias são apresentadas. Até quando o povo tem que aguentar essa má gestão?



Minha participação no TV Com Debate

No último dia 4 estive participando do TV Com Debates, na TV Com em Santos onde debatemos a proposta do Governo Federal de trazer médicos estrangeiros para o país sem fazer o revalida do diploma médico. Confira abaixo a integra do programa:



Uma reflexão sobre as manifestações no Brasil

Publiquei esse video em meu Facebook na época das manifestações dando minha opinião sobre o #Vemprarua. Assista e opine aqui no Blog.




#VEM PRA RUA POR MAIS SAÚDE!

Os médicos, a exemplo de outras categorias profissionais e movimentos sociais, também estão nas ruas, e, chamam o povo à marcha por um Sistema Único de Saúde (SUS) com mais qualidade e universal.

Este é um momento histórico. O gigante acordou, e luta não simplesmente contra um governo. O torcedor diante de sua paixão pelo futebol dá um exemplo de cidadania e brasilidade cantando o hino nacional, após se calar o possante sistema de som do estádio. O futebol, este esporte que sempre foi acusado de alienador, desta vez agregou a massa entorno de um ideal de justiça e fraternidade, até hoje perseguido pela humanidade.

Segundo o estudo “Demografia Médica no Brasil”, realizado em outubro de 2012 pelo Conselho Federal de Medicina (CFM) e o Conselho Regional de Medicina do Estado de São Paulo (CREMESP), o Brasil possuía 388.015 médicos distribuídos em todo o território nacional, o que se aproxima dos 400 mil médicos e atinge a taxa de 2 médicos por 1000 habitantes.

De 1970 a 2010, a população brasileira cresceu 101,84%. Neste mesmo período, o número de médicos no país cresceu mais de 550%. Esse aumento expressivo do número de profissionais se deu em função da conjugação de fatores relacionados à evolução da demanda de serviços, como o envelhecimento da população, garantias de direitos sociais, incorporação de tecnologia médica, e ainda à expansão do sistema de saúde e surgimento de mais postos de trabalho médicos. Se levarmos em conta o número de médicos que, de uma forma ou de outra, deixam a profissão, e o número daqueles que se formam, temos a entrada de oito mil médicos por ano no País.

As diferenças regionais ainda são grandes. No sudeste a relação de médicos por habitante é de 2,67. Já no sul, a relação é 2,09 por habitante. No centro oeste esta relação cai para 2,05. No nordeste, a queda é drástica: 1,23. E, no norte, o número é assustador e chega a 1,01. Como a Organização Mundial de Saúde (OMS) preconiza como parâmetro ideal de atenção à saúde da população a relação de um médico para cada mil habitantes, chegamos facilmente a algumas conclusões. A título de comparação, em Santos, a relação é de seis médicos por 1000 habitantes, ou seja, temos um doutor para cada 167 santistas.

Por que estamos indo para as ruas? Porque provamos, estatisticamente, que o problema do SUS não se dá por conta do número de médicos, apesar de existirem desigualdades regionais importantes, especialmente, se filtrarmos esta estatística por município.

O acesso à saúde depende de uma equipe multiprofissional (enfermeiros, psicólogos, fisioterapeutas, entre outros profissionais) com conhecimentos científicos muito específicos, tecnologia e infra-estrutura física apropriada. Como o cozinheiro que não consegue confeccionar uma refeição sem alimentos, o médico, quando muito, conseguirá oferecer conforto aos que sofrem, mas terá extrema dificuldade para realizar um diagnóstico precoce se à sua prática não tiver acesso a um laboratório, por exemplo.


Assim, mais que considerar o quantitativo de profissionais, cabe aos gestores públicos do SUS avaliar todos esses vieses e levar essa discussão a sociedade com transparência e verdade. Por isso o convocamos às ruas, para lutarmos por um SUS que atenda às necessidade reais da população e não só daqueles que o dirige.

A história é hoje

Analisar a historia é importante para o entendimento do processo de desenvolvimento de uma sociedade. E, entender o passado é fundamental para a compreensão do presente. Estamos acostumados com a história de museu, que passou longínqua, estudada nos bancos escolares. Pensar em historia do Brasil, para a grande maioria, é pensar em D. Pedro, na Independência do País ou na Proclamação da República. Esquecem que a historia é dinâmica e é construída todos os dias. Se trabalho e estudo, vou construir uma carreira, educo meus filhos, e assim sigo construindo minha historia pessoal. A sociedade também funciona assim. Nada acontece por acaso, ou, pelo, menos, quase nada acontece espontaneamente.

Movimentos sociais com o objetivo de reconstruir o “status quo” político sempre vão existir. No entanto, nesta década, vimos testemunhando um novo “modus operandis” neste movimento. Em 2010, a chamada “Primavera Árabe” tomou o Oriente Médio e o Norte da África, atingindo países como a Tunísia, o Egito e provocando guerra civil na Líbia e na Síria. Em 2011, foi à vez do fenômeno atingir os Estados Unidos. O Occupy Wall Street, OWS, é um movimento de protesto contra a desigualdade econômica e social, a ganância e a corrupção. Na América do Sul não foi diferente. Protestos, até então, inusitados, mobilizaram todo o Chile. Lideranças políticas afirmavam que “os partidos políticos estão muito desconectados dos interesses sociais, a cidadania não se reflete neles. Hoje os jovens estão questionando a democracia, os mecanismos que fizeram que quem está dirigindo o país não representa o interesse dos cidadãos". No Brasil, analistas políticos e articulistas da grande imprensa, se dizem perplexos. Como milhares e milhares de jovens vão, repentinamente, para as ruas?

E o que esses movimentos têm um comum? Foram organizados e propagandeados pelas redes sociais. Através dessas mídias, organizaram, comunicaram e sensibilizaram a população e a comunidade internacional. Partiu de contradições corriqueiras, como as árvores de uma praça, o preço do gás, R$ 0,20 a mais nas passagens de ônibus. E, como disse, nada acontece por acaso. Estes não são processos repetitivos, mas cumulativos, que demonstram que vivemos uma crise internacional de saturação do modelo de representação social e política. Mesmos que alguns, interessadamente, insistam em dizer que esses movimentos são antipartidários e contra a política, na verdade, eles são contra o modelo de como se faz a política. Portanto, como diz a ex-senadora e ex-ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, são tempos de crise civilizatória e, como tal, não é um momento inerte, mas dinâmico, evoluindo da periferia para o centro.


Todos nós sabíamos que isso iria acontecer, afinal como a “internet ajuda a mudar tudo, os negócios, a cultura, a comunicação, porque não iria mudar a política”? Então, o que fazer? Fazer que todos sejamo mais um, construindo uma forma de representação política horizontal, quando um dia sou liderado e outro, liderança. Que os partidos não tenham donos, que se democratize a democracia, acabando com privilégios de poucos em detrimentos de muitos. Esse é um bom começo.

Obsessão por comida saudável é doença

Vivemos em uma sociedade que tem obsessão pela beleza. Várias pessoas buscam estar no peso ideal e com isso ficam obcecadas por uma alimentação saudável. Como toda e qualquer obsessão estar obcecado por comida saudável também é uma doença e é chamada de Ortorexia.

Trata-se de um transtorno psiquiátrico que decorre da obsessão em relação à alimentação. Esse distúrbio surge quando a pessoa passa a ser excessivamente preocupada com o que come no dia-a-dia. Adotar hábitos de alimentação saudáveis é excelente e importante para a qualidade de vida. Mas sem radicalismos.

É óbvio que não é necessário checar os nutrientes e calorias de cada um dos alimentos que consumimos durante o dia. Se você faz isso é um ortoréxico. Se você também não come fora de casa e prefere apenas e tão somente alimentos naturais, você também é um ortoréxico.

Várias são as razões que desencadeiam esse distúrbio: modismos alimentares, culto ao corpo e a excessiva publicidade de produtos supostamente saudáveis ou enriquecidos. Os ortoréxicos costumam levar essas tendências à níveis extremos.

Como tudo na vida, nada que vira uma obsessão é saudável. Excesso não combina com saúde e é mais prejudicial do que benéfico.


Falta investimento e não lei

O Brasil é sem dúvida um país de leis. Tem lei para tudo por aqui. Na área da Saúde nem se fala. Em 2012, entrou em vigor a lei 12.732 que, para os leigos, resguarda um direito da população, mas por outro lado é quase um conto digno de Monteiro Lobato.

A lei supracitada garante que os pacientes com diagnóstico de câncer iniciem seu tratamento em um período máximo de 60 dias após comprovada a doença. Existem várias modalidades de tratamento e todas são oferecidas pelo Sistema Único de Saúde, ou seja, todos os cidadãos têm direito a atendimento gratuito.

Linda lei não? Só que totalmente ineficaz na maior parte do país. Vamos ver um caso. Imagine uma pessoa que reside no Interior do Pará que é diagnosticada com a doença. Como em 60 dias essa pessoa vai começar seu tratamento gratuito pelo SUS se em sua cidade não há Centro Cirúrgico, nem Radioterapia, nem locais adequados para a quimioterapia ou para realizar um transplante de medula óssea?

É totalmente certo criarmos leis para salvaguardar um direito constitucional como é a Saúde. Mas, se ao invés de investirmos tanto em deputados e estrutura para criarmos leis, optarmos por construir a infra-estrutura necessária para levarmos atendimento de excelência em Saúde em todas cidades do Brasil?


Não adianta mandar médicos ao sertão se ele não conseguir nem ao menos fazer uma radiografia. Esse médico vai acabar virando um curandeiro e não resolverá o problema da saúde da nação.

Finalmente a Lei do Ato Médico

Finalmente o plenário do Senado aprovou, na noite desta terça-feira (18), o projeto de lei 7.703/06 apelidado de Ato Médico. Após pouco mais de dez anos de discussão, a proposta segue para sanção da presidente Dilma Rousseff. Essa lei regulamenta a profissão de médico, que por incrível que pareça, não era regulamentada no Brasil.

Atualmente, são 14 as profissões da saúde. Excetuando-se a Medicina, que é a mais antiga delas, todas as outras já foram regulamentadas. Por isso é preciso festejar a aprovação da referida lei que não retira, ao contrário do que dizem pelos quatro cantos do país, os direitos e deveres dos outros profissionais envolvidos no atendimento de saúde. Hoje, não se faz mais saúde só com médicos, mas sim com uma equipe multidisciplinar.

O objetivo da Lei do Ato Médico é garantir o direito do cidadão de contar com um médico para o correto diagnóstico e tratamento de seu problema de saúde. Além disso, protege a sociedade do charlatanismo ou exercício ilegal da Medicina, impedindo que pessoas de má fé exerçam atividades privativas dos médicos.

A referida lei define as responsabilidades exclusivas dos médicos, sobre atos
que somente são ensinados em faculdades de medicina e nas pós-graduações médicas. Com isso, resguarda ao médico várias prerrogativas intransferíveis como a de receitar medicamentos, internar e dar altas hospitalares, atestar doenças ou condições de saúde, emitir laudos, realizar procedimentos cirúrgicos ou invasivos, sedar e anestesiar pacientes, realizar perícias médicas e atestar óbito.

Vale enfatizar que a aprovação do PL 7703/2006 em nada mudará o status de legalidade das demais profissões da saúde. Prova disso são os vários parágrafos do artigo 4. No segundo parágrafo, o texto afirma que “Não são privativos dos médicos os diagnósticos psicológico, nutricional e socioambiental, e as avaliações comportamental e das capacidades mental, sensorial, perceptocognitiva e psicomotora”.

Os Cirurgiões Dentistas também são resguardados pelo sexto parágrafo que afirma que a lei não se aplica à Odontologia. Além disso, foram resguardadas no sétimo parágrafo as competências específicas das profissões de assistente social, biólogo, biomédico, enfermeiro, farmacêutico, fisioterapeuta, fonoaudiólogo, nutricionista, profissional de
educação física, psicólogo, terapeuta ocupacional, técnico e tecnólogo de radiologia, e outras profissões correlatas que vierem a ser regulamentadas.

A Medicina é a profissão mais antiga na área da Saúde. Se quisermos levar esse tema a sério no país, temos que regulamentar e dar condições de trabalho aos médicos brasileiros.

Revolução por sangue

Está na moda, o Brasil virou o país da revolução. O povo está indo para as ruas para protestar. Tudo isso é muito salutar, mas há outras causas que merecem apoio da população, principalmente causas relativas à Saúde da população.

Recentemente comemoramos o Dia Mundial do Doador de Sangue, algo vital para o trabalho médico de salvar vidas, de recuperar a pessoa para a vida sadia. Sempre temos falta de sangue em nossos hemonúcleos e bancos de sangue espalhados pelo país. Doar sangue é um ato concreto de cidadania.

Segundo dados do Ministério da Saúde, apenas 1,9% da população brasileira doa sangue. Para esse número chegar ao aceitável precisa crescer 3%. Há algumas semanas, um homossexual foi impedido de doar sangue aqui em Santos por causa de sua orientação sexual, segundo uma cartilha do próprio Ministério da Saúde. Precisamos nos mobilizar para que haja uma mudança nessa proibição absurda e racista ao extremo. Apenas poucos e combativos veículos de imprensa tiveram a coragem de veicular a notícia que era pública, pois foi exposta no Facebook.

Vale lembrar que neste período do ano, historicamente, diminui o número de doadores de Sangue nos hospitais. Vamos às ruas doar sangue pela vida. Se somos corajosos para enfrentar balas de borracha, polícia, poder, podemos enfrentar a simples agulha e promover este ato prático de cidadão.

É preciso apenas ficar atento as condições necessárias para doação. Para ser doador é preciso ter entre 16 e 67 anos, desde que a primeira doação tenha sido feita até 60 anos (menores de 18 anos precisam de autorização dos responsáveis), pesar no mínimo 50 kg e estar descansado (ter dormido pelo menos 6 horas nas últimas 24 horas). É necessário estar em boas condições de saúde e evitar alimentação gordurosa pelo menos quatro horas antes da doação. Quem já é doador precisa respeitar os intervalos. Homens podem doar sangue quatro vezes por ano, em intervalos de 60 dias, e as mulheres até três vezes em doze meses, com pausas de 90 dias.

Então quem vem comigo na revolução por mais sangue?


CONFIRA ABAIXO OS POSTOS 
PARA DOAÇÃO DE SANGUE NA BAIXADA SANTISTA


Santos
Hemonúcleo de Santos (Hospital Guilherme Álvaro)
Rua Osvaldo Cruz, 197, Boqueirão
(13) 3233-4265
Seg a sex das  7h às 17h)
Útlimo sábado do mês das 7h às 12h

Banco de sangue do Hospital Santa Casa de Santos
Avenida Dr. Cláudio Luís da Costa, 50, Jabaquara
(13) 3202-0600
Seg a sex das 7h às 17h
Sáb das 7h às 11h

Banco de sangue do Hospital Ana Costa
Rua Amazonas, 143, 8º andar, Campo Grande
(13) 3226-9252
Seg a sex das 8h às 16h
Agendamento somente aos sábados para mais de 10 pessoas. Por telefone ou pelo e-mail:
nara.jesus@anacosta.com.br

Serviço de Medicina Transfusional
Rua Armando Salles de Oliveira, 138, Boqueirão
(13) 3232-4772
Seg a sex das 7h às 14h
Sab das 7h às 11h

Banco de sangue do Hospital Beneficência Portuguesa
Avenida Dr. Bernardino de Campos, 47, Campo Grande
(13) 2102-3434
Seg a sex das 7h às 12h
Agendamento pelo telefone para sexta-feira no período da tarde, e aos sábados somente para grupos.

São Vicente
Banco de sangue do Hospital São José
Rua Frei Gaspar, 790, Centro
(13) 3569-6000
Seg a sex das 8h às 10h

Cubatão
Banco de sangue do Hospital Municipal
Avenida Henry Borden, s/nº, Vila Santa Rosa
(13) 3362-5400 ramal 5217
Seg a sex das 7h às 14h

Guarujá
Banco de Sangue do Hospital Santo Amaro
Rua Quinto Bertoldi, 40, Vila Maia
(13) 3382-6816
Seg a sex das 8h às 13h
Sáb das 8h às 11h

Bertioga
Agência Transfuncional do Hospital Municipal
Praça Vicente Molinari, S/N, Vila Itapanhaú
(13) 3319-9890
Seg a sex das 8h às 15h30
Faz agendamento de doadores e a cada 15 dias uma van vai até Santos para doação. O sangue é encaminhado para Bertioga.


Mongaguá
Agência Transfuncional do Hospital Municipal
Avenida São Paulo, 826, Centro
(13) 3505-6060 ramal - 227
Seg a sex das 7h às 17h
Faz agendamento para doação no Hemonúcleo de Santos por telefone ou pessoalmente. Uma vez por mês uma van sai da cidade e leva os doadores gratuitamente. O sangue é encaminhado para Mongaguá.